1. dia | Florianópolis – Gualeyguachu

Partimos de Florianópolis por volta de 3:00 horas da manhã, sabendo que tinhamos uma grande viagem pela frente, nosso primeiro destino era Santo Tomé que faz divisa com São Borja onde passamos pela primeira Aduana. Chegamos 13:00 horas em São Borja, declaramos todos nossos equipamentos para evitar problemas com a policia camineira onde perdemos em torno de 0:30 minutos. Como chegamos cedo em São Borja, decidimos seguir viagem até Buenos Aires. Em Paso de Los Libres fizemos uma pequena parada para almoçar, nosso amigo Mauro arrumou uma linda amizade com a dona do estabelecimento. O cansaço  das grandes retas dominou e paramos em uma cidade chamada Gualeyguachu a mais ou menos uns 250 km de Buenos Aires onde passamos a noite.

2. dia | Gualeyguachu – Viedma

Saimos de Gualeyguachu 6:30 da manhã com destino Puerto Madryn, estavamos um pouco cansados ainda da viagem do dia anterior afinal percorremos quase 1600 km. Passamos ainda pela manhã nas Pontes Pênseis a poucos km de Buenos Aires, assistimos um nascer do sol muito legal as margens do rio Uruguay e fizemos algumas fotos. Fomos em direção a cidade de Canuelas onde pegamos a tão famosa Ruta 3. As grandes retas do inicio da ruta 3 é um grande desafio, o cansaço e a reta são ingredientes perfeito para pequenos cochilos onde ocasialmente pode ocorrer algum acidente. Um bom som e a conversa ajuda bastante nesse momento! Por perto de 8:00 horas da noite chegamos em Viedma, cansados mais felizes por mais esse dia cumprido.

3. dia | Viedma – Calleta Olivia

Acordamos 6:00 horas da manhã para saida as 6:30 igual ao dia anterior, estavamos em um hotel a uns dois km da ruta 3, isso quer dizer retas. Fomos até Puerto Madryn e sem brincadeira é MUITA reta, quando pensavamos que estava acabando chegava ao fim de mais um morro e reta, incrivel só vendo para acreditar. Tinhamos planejados uma volta pela Peninsula Valdez, mas chegando a cidade de Puerto Madryn descobrimos que não há nada essa época do ano na Peninsula Valdez, então não adiantava andar mais de 150 km para não ver nada! Para quem não sabe, a Peninsula Valdez é o lugar onde baleias francas e orcas vem parir os seus filhotes. Puerto Madryn vive do turismo voltado as baleias é incrivel a quantidade de fotos e propagandas pela cidade. No centro de informações da cidade descobrimos que havia uma colonia de lobos marinhos a apenas 15 minutos do centro, não pensamos duas vezes e fomos direto para lá, pagamos AR$ 25,00 para entrar no parque. Não é nada parecido como as fotos que vimos de lobos marinhos na Peninsula Valdez, mas vale a pena. Em Puerto Madryn decidimos seguir viagem até Comodoro Rivadavia onde passariamos a noite, chegando em Comodoro descobrimos que os preços são muitos altos devido ser uma cidade petrolifera! Então viajamos mais 76 km até Caleta Olivia, uma cidade menor onde vamos passar a noite.

4. dia | Calleta Olivia – Rio Gallegos

A viagem de Caleta Olivia foi bem tranquila ate Rio Gallegos. A distancia fica em torno dos 650km e saimos por volta das 8 e meia da manha, afinal tinhamos tempo e, cada vez mais anoitece mais tarde. Almocamos na cidade de Porto San Julian e comemos um otimo almoco com tempo e seguimos adiante. O trajeto se deu mais uma vez por longas retas, cercado pelos pampas argentinos e muitos Guanacos, animais locais da patagonia que lembram lhamas. Passamos por uma bonita cidade, pequena mas que nos chamou a atencao por passar o rio Santa Cruz e formar uma bela paisagem. Chegamos a Rio Gallegos com tranquilidade, por volta das 18 horas. Nos hospedamos no Sleepers In Hostel e fomos para um cafe tematico dos beatles que ficava na frente. Vimos o jogo do grêmio e aproveitamos a wi-fi para nos atualizarmos.

5. dia | Rio Gallegos – Rio Grande

Este era o dia que mais esperavamos para nossa viagem. Finalmente o dia que chegariamos ao Ushuaia. Acordamos por volta das 08 da manha e, ainda noite, encontramos nosso carro e todas as ruas cobertas de neve. Nevou muito durante toda a madrugada, coisa que acabamos perdendo. Nos organizamos e partimos por volta das 08:30. Logo de cara em Rio Gallegos Raphael percebeu ao volante o que era dirigir sobre gelo. Com as ruas congeladas em uma frenagem o carro escapou, mas foi so um susto. De Rio gallegos ao Ushuaia, vao quase 600km. Ao pegarmos a ruta 3, ficamos apavorados com o intensidade da nevasca. Uma densa camada de neve sobre a estrada e por todos os lados, nao se via nada mais… Sabiamos que tinhamos 50 km pela frente ate chegar a aduana da argentina e depois do chile para continuarmos a viagem. Conforme iamos prosseguindo, vinham varios carros os sentido contrario dando luz alta e avisando que a estrada estava fechada e, que nao tinha como passar devido a tamanha forca de neve que havia caido. Enquanto isto, o Raphael tentava de todo o jeito manter o carro na pista, pois nao tinhamos corrente, acessorio que e fundamental para dar mais aderencia, ou seja a aventura estava ficando perigosa demais. Depois de uma breve reuniao no carro, decimos ir ate onde dava, para tentar conversar com algum fiscal ou policial para nos dar um parecer da liberacao da estrada. conforme a adrenalina da direcao aumentava por causa dos riscos, iamos parando para fotografar este espetaculo da natureza. Por um momento paramos para pensar e entendemos o porque de que todos os relatos sobre viagens aconteceram em dezembro ou janeiro. Tem que ser louco mesmo para vir para o ushuaia em maio e junho. Depois de algumas horas para percorrer 50km, chegamos enfim na aduana do lado da argentina. La, nos falaram de um acidente, que um caminhao havia tombado e de que estava complicado de seguir viagem. E tambem que um outro cidadao local havia retornado com uma 4×4 que estava impossivel de continuar pela rota ate o estreito de magalhaes, que era onde iamos para fazer a travessia e chegar no ushuaia. Continuamos nao dando ouvidos e seguimos ate a fronteira do chile. la nos informaram que a estrada estava aberta, embora com muita neve e que teriamos que ter muito cuidado. Tambem nos informaram que a sensacao termica do momento era de -16 graus e, pasmem, era meio dia. Seguimos com a loucura e paramos para mais umas fotos. Apos varios kilometros com media de velocidade a 60km/h, fomos percebendo que a nevasca se concentrou mais na regiao de rio gallegos e aduana. E, contrariando todos que achavam que nao daria para chegar ao estreito de magalhaes, surge o imponente canal e os ferrys fazendo os transportes ate o outro lado, na chamada tierra del fuego. Após cruzar o estreito de magalhães, tinhamos 500 km para chegar ao ushuaia. Ficou impossivel pois perdemos a manha e inicio da tarde na travessia sobre a cordilheira congelada, e ainda tinhamos 100km de ripio pela frente. Acabamos optando por ficar em Rio grande que fica um pouco menos do que 300km do ushuaia, ja na parte da Argentina. Para finalizar, as ultimas fotos ja na provincia da terra do fogo na Argentina.

6. dia | Rio Grande – Ushuaia

Apos fazer o checkout do Hostel Argentina, nos preparamos para seguir o ultimo trajeto ate o fim do mundo, o Ushuaia. Seguimos pela Ruta 3 com uma velocidade ate que razoavel, pensando que chegariamos cedo ao nosso destino. Pero, ate encontrar pela primeira vez a cordilheira dos andes. A partir dai, foi uma parada a cada curva. Cada vez que nos aproximavamos das montanhas, a emocao e ansiedade nos tomava conta. O frio, apesar de constante e intenso, ja nao era problema. Apenas queriamos fotografar e aproveitar o que a natureza tinha para nos oferecer. Depois de pensar que ja tinhamos visto tudo ate chegar ao Ushuaia, eis que a melhor surpresa aparece. Comecamos a atravessar a cordilheira pela Sierra de Garibaldi. Embora com muito gelo na pista, como nao tinhamos pressa, fomos parando curva por curva e aproveitando a neve por todos os lados. Este ultimo trecho que era de 200km levou mais do que metade de um dia. Por volta das 16 horas chegamos na cidade do Ushuaia, cidade mais austral (ao sul) do planeta, mais conhecida como El fin del mundo. Ficamos muito felizes, pois um dos principais objetivos da viagem havia sido alcancado sem grandes problemas. Aproveitamos para fazer umas fotos da cidade e em seguida procuramos um local para ficar, tendo em vista que estava muito frio e era inviavel acampar. Acabamos nos hospedando no Refugio dos mochileiros, em um quarto com banheiro e cozinha, conhecido como “ La Casita”.
A noite a programacao foi a saida para fotografar a lua, que apareceu cheia no horizonte montanhoso para nos brindar com muitas fotos e momentos de rara beleza.

7. dia | Ushuaia

Como de costume o dia amanheceu frio, muito frio. Temperaturas acima de zero graus estao sendo raras agora. Aos poucos vamos nos “acostumbrando” com esta realidade.
Porem a natureza tem sido muito gentil conosco. Dias perfeitos de ceu azul e noites de lua cheia tem nos brindado com cenarios de tirar o folego. Ficamos ainda mais surpresos ao saber de um morador que vive aqui a 2 anos que neste tempo todo ele so viu 6 ou 7 dias como este. E estas condicoes tem sido uma constante para nos. Esta tudo dentro do script!
Hoje foi dia de conhecer o Canal de Beagle, momento mais extremo sul de nossa viagem. Partimos num catamaran muito confortavel para navegar nas aguas limpidas do canal. O vento frio trouxe a sensacao termica para algo perto do inexplicavel. Era impossivel ficar muito tempo na proa do barco para apreciar o passeio. Ainda assim cumprimos nosso roteiro e visitamos o farol do fim do mundo, uma ilha habitada por leoes marinhos e ainda desembarcamos nas ilhas Bridge para um rapido passeio a pé.
Estamos somente a 1000 km da Antartida…

Seguindo a agenda cheia do dia fomos visitar o glaciar Martial, que fica a poucos minutos de carro do centro da cidade. Restaurantes e Hoteis imponentes vao marcando o caminho ate la. O local eh centro de pratica de ski e snowboard. O engracado eh que a estacao de ski esta fechada porque agora estamos na baixa temporada, em pleno inverno…
Fizemos a subida a pe pela pista de ski. Muita neve se acumulou no ultimos dias o que deixou a paisagem ainda mais atraente, mas ao mesmo tempo muito dificil de caminhar. Fotografamos alguns jovens locais se exibindo numa rampa improvisada de saltos de snowboard e encerramos a caminhada ate onde o teleferico leve os turistas na temporada normal de ski. Descer depois de tudo isso foi bem mais facil.

Exaustos, voltamos para o hotel e logo apos uma sopinha quente saimos para fazer algumas “compritchas” numa duty free no centro da cidade. Logo depois jantamos e ainda no final da noite tivemos o prazer de assistir num restaurante a sofrida vitoria dos meninos do sub 17 do Brasil diante dos argentinos pelo sul americano da categoria.
Nao precisamos dizer que a torcida no restaurante nao era bem para a selecao canarinho, pero…

8. dia | Ushuaia

Brindados com mais uma manha de dia limpo e frio, planejamos visitar o Parque Nacional do Ushuaia que fica a alguns minutos de distancia do centro da cidade.
No caminho descobrimos o tren del fin do mundo, que ja haviamos visto em fotos e que parecia um belo passeio nestas paisagens brancas do Ushuaia. Fomos informados de que ja havia partido e que nao haveria mais passeios pelo resto do dia.
Beleza, aproveitamos para fazer mais umas fotos pelos arredores e partimos para o parque nacional.

Chegando la fomos informados de que devido as condicoes da estrada de acesso, nao poderiamos ir adiante se nao tivessemos “cadenas” (correntes para os pneus) ou pneus com “clavos” (pneu especialcom pregos que todos por aqui parecem possuir).
Sao acessorios indispensaveis para se dirigir em pista com gelo, coisa bem dificil e perigosa de se fazer como ja havia descoberrto nosso piloto Raphael.
Depois de algumas tentativas e de ate termos comprado os tickets de entrada, nao foi mesmo possivel ir adiante sem os tais acessorios. Negociamos ate mesmo com um taxi a entrada no parque, mas dai o preco da corrida ficou muito caro e resolvemos desistir da ideia do parque.
Aproveitamos o resto do dia para visitar partes da cidade que ainda nao haviamos conhecido. Fomos ao aeroporto e fotogramos cenas da cidade na beira da bahia.
No mais o dia passou rapido e ja planejavamos a partida do Ushuaia rumo ao proximo destino – Puerto Natales, onde ficam as Torres del Paine.

9. dia | Ushuaia – Puerto Natalles

Um dia de Estrada ja de manha cedo, partimos ainda noite apesar de ja ser quase 8 da manha. Procuramos antes as tais cadenas para os pneus, mas nada. Ainda por cima o comercio so iria abrir as 9 da manha. Resolvemos encarar na coragem mesmo e partimos do Ushuaia, que desta vez parecia triste com nossa despedida e se mostrava nublado e ventoso, bem diferente dos dias em que aqui estivemos.
Foi um dia atipico somente de estrada e nenhum click. Cada vez que se olha para frente o que ficou para tras, ficou. Algo meio assim como Bob Dylan, “he never looks back” (ele nunca olha para tras quando encerra seus shows, sem bis, sem choro!).
Entao vamos, sempre em frente, mas esse ja eh o Legiao Urbana…
Chegamos em Puerto Natales ja anoitecendo. Apesar da distancia nao ser tao grande a estrada na saida do Ushuaia estava bem perigosa, mas depois de atravessada a cordilheira as coisas rodaram tranquilas. Passamos pelas aduanas Argentinas e Chilenas novamente, cruzamos o estreito de Magalhaes outra vez e aqui estamos.
Chovia e a preocupacao era se o dia seguinte seria assim tambem. Todos os services de meteorologia indicavam que sim, desta forma nao planejamos nada muito cedo para o dia seguinte.

10. dia | Puerto Natalles

Para nossa surpresa o dia amanheceu aberto. Um lindo nascer de dia por sinal.
Puerto Natales eh uma cidadezinha litoranea ate que bem estruturada. Sua grande atracao eh estar proxima (uns 130km) do parque de Torres del Paine, uma cadeia de montanhas nevadas que estava criando uma grande espectativa em alguns membros da expedicao. Foi para la que rumamos ainda pela manha.

No caminho assim que avistamos as montanhas do parque ja deu pra sentir a beleza do local. Fomos parando constantemente para fotografar e aproveitar o dia ensolarado, apesar das nuvens em excesso.
Paisagens de cartao postal novamente e fomos aproveitantdo tudo ate chegar a entrada do parque. Montanhas nevadas, animais silvestres, lagoas azuis e salgadas foram nos guiando o caminho.

Pelo equivalente a 16 dolares por pessoa, pagamos o ingresso e fomos visitar o parque. Pode-se ir de carro por todo ele mas paramos para conhecer algumas atracoes que estavam um pouco for a da rota dos carros. Caminhadas rapidas mas que se mostraram muito dificeis pelo excesso de peso que carregavamos em equipamentos e o vento. Este por sinal merece um capitulo a parte.
O vento nesta regiao eh algo impressionante. Alem de constante ele eh intenso, ficamos curiosos para saber qual seria a velocidade, mas so posso dizer que sua forca eh muito grande e pode ate derrubar um adulto facilmente tamanha sua potencia.
Plantas, arvores e tudo mais que aqui existe se adaptam ao vento. Onde ele sopra a vegatacao eh deformada por sua intensidade.
Visitamos o Salto Grande, cascata formada por agua do degelo e logo depois seguimos adiante para visitar o glaciar. Avistamos ao longe icebergs boiando num dos lagos no entorno do glaciar e resolvemos fazer a distante caminhada para vermos mais de perto este gelo flutuante com uma belissima coloracao azul turquesa.
Acabou sendo uma dificil e demorada caminhada. Cruzamos toda uma praia de cascalhos e ainda subimos uma pequena elevacao para chegar onde estavam os icebergs. Chovia fraco. O vento nao deu tregua e nos desafiava ir em frente na certeza de que ganharia esta luta tamanha sua forca.
Nao recuamos, mas tambem nao resistimos muito tempo. Ainda tinhamos um longo caminho de volta ate o hotel e assim partimos ao final do dia, desta vez nublado e com uma chuva fina, de volta para nosso hotel em Puerto Natales.

11. dia | Puerto Natalles – El Calafate

No dia passado em que fomos ao Parque Nacional Torres del Paine, não tivemos a “sorte grande” de ver as torres sem as nuvens, pois o tempo estava bem nublado e com alguns momentos de chuva que aumentou sua intensidade durante a noite, nos deixando tristes por não ver as torres com o céu azul. Fizemos o check-out no hostel pela manhã bem cedo e observamos que a chuva da noite passada deu lugar a um lindo nascer do sol. Partimos então em direção ao parque para algumas fotos. Não entramos no parque, ficamos na região de Laguna Amarga que segundo os guardas do parque é o melhor local para ver as torres. Vimos as torres e com o céu literalmente azul, bem diferente do dia passado.

Feitas as fotos partimos em direção a El Calafate, passamos a fronteira pela pequena cidade de Cerro Castillo sem nenhum problema, como todas as outras. Após alguns minutos de ripio passamos pela aduana argentina onde os guardas devem trabalhar muito, que até uma mesa de ping-pong tinha na sala deles. Depois de algumas horas na estrada chegamos a bela cidade de El Calafate onde resolvemos dar uma volta para conhecer a cidade. Nessa noite conhecemos um casal de Minas Gerais que já está a 30 dias na estrada e percorrendo toda a América do Sul com um roteiro incrivel. Eles nos informaram que choveu durante todo o dia, e que a previsão não era das melhores para os proximos dias também.

12. dia | El Calafate

8:00 am, esse foi o horario que resolvemos ir para o famoso Parque Nacional Los Glaciares, onde está nada mais nada menos que o todo poderoso Glaciar Perito Moreno. Após mais ou menos uns 51 quilometros entramos no parque, onde fomos informados de uma promoção que estava havendo na cidade, que na compra de uma entrada para o parque, a entrada do dia seguinte era de graça. Bom para nós! Andamos mais alguns quilometros por dentro do parque, ao lado da estrada já era possivel ver alguns pedaços do Glaciar em forma de iceberg no lago que nos acompanha até a primeira aparição do imponente glaciar.
O glaciar é incrivel, são paredes enormes de gelo podendo chegar a até 60 metros de altura segundo nosso guia. Fizemos algumas fotos pela manhã com o tempo fechado e partimos para o barco que nos levaria até o outro lado do lago para que pudessermos fazer o mini-treking sobre o glaciar. Chegamos ao refugio por volta de 11:00 horas da manhã, onde andamos por uma pequena praia até chegar ao lado do glaciar e ver realmente o tamanho que ele tinha.

Após algumas explicações colocamos os “grampones” e partimos para nossa caminhada sobre o milenar Perito Moreno. É INCRIVEL A SENSAÇÃO de caminhar sobre o gelo, não somos nada perto do gigante, parecemos formigas perto do glaciar. Alguns “lagos” de água limpida se formam em cima do todo poderoso. Para encerrar nossa caminhada sobre o gelo, fomos presenteados com um fetiche de todo bebedor, tomamos um whisky de alta qualidade com o gelo tirado diretamente do glaciar, o melhor gelo do mundo, sem comentarios…

Voltamos por um caminho diferente, com uma floresta bem interessante e com belas paisagens. Ainda aproveitamos para fazer mais umas fotos do glacial antes de voltarmos para o barco. Apos retornarmos a marina, decidimos voltar as passarelas (locais para ver o glaciar, que foram construidos recentemente sobre a peninsula) para pegarmos a luz do fim do dia e observar a paisagem ao redor do glaciar. Apos isso, exaustos, retornamos para o hotel e saimos para comprar uns “regallitos”.

13. dia | El Calafate

Como o dia passado foi bem cansativo, acordamos um pouco tarde sacrificando assim nossa ida a cidade de El Chalten, onde está o Cerro Fitz Roy e Cerro Torre, duas grandes cadeias de cordilheiras bem conhecidas aqui na região. Como tinhamos uma entrada “free” para o parque los glaciares, partimos após ao meio dia para tentar fotografar as grandes placas que se despredem do glaciar durante todos os dias. Conseguimos belas imagens, e saimos felizes da vida com esse espetaculo da natureza. Chegamos cansados ao hostel onde fomos direto descançar, pois no dia seguinte teriamos um bom caminho pela frente.

14. dia | El Calafate – Esquel

Ao sair de El Calafate para Esquel você tem 3 opções:
1 – Pegar a ruta 40 e andar mais de 700 quilometros em estrada de ripio
2 – Descer até a cidade de Rio Gallegos, subir até Comodoro Rivadavia e entrar sentido Sarmiento
3- Ha uma estrada de ripio, que liga El Calafate | Cmd. Luis Piedrabuena de 200 km, que corta + ou – 600 km da opção 2.
Escolhemos a opção 3 e achamos que foi a melhor escolha devido todas as circunstancias, fomos presenteados com um nascer do sol exuberante.

A idéia inicial era chegar a uma pequena cidade chamada Sarmiento, uns 200 quilometros após Comodoro Rivadavia. Chegamos em Sarmiento por volta de 19:00 horas e constatamos que a cidade além de ter habitações caras devido ser uma cidade de passagem, era um tanto perigosa. Decidimos esticar nossa viagem até a cidade de Esquel, onde chegamos por volta de 1:00 hora da manhã, felizes porque era o ultimo destino antes da famosa Bariloche.

15. dia | Esquel – Bariloche

A cidade de Esquel é uma cidade bem legal e com bastante atrativos para os turistas. Para Bariloche resolvemos passar por uma ruta que passa por dentro do Parque Nacional los Alicerces conhecida como região de “los lagos”, vale muito a pena, mesmo percorrendo por mais de 100 quilometros de estrada de ripio, as paisagens são de tirar o folêgo.

Depois de + ou – 400 quilometros percorridos, Bariloche nos dá o ar da graça. Vindo pela estrada nossa primeira impressão da cidade não foi nada bacana, pois tem um lixão enorme ao lado da pista. Passado esse rapido episodio a cidade se mostrou linda! Percorremos a cidade atrás de alguns hoteis, pois vamos ficar dois dias por aqui. Fizemos a escolha do hotel e tivemos um grande problema no mesmo, não esperavamos que uma cidade tão legal e conhecida como Bariloche tivesse problemas desse tipo! Mas como todos dizem, hoje existem ladrões em todos os lugares. Amanha vamos fazer alguns passeios pela cidade e tomara que o sol resolva aparecer para a nossa alegria. Como chegamos na cidade e estava chovendo fomos a procura de um hotel, não batemos fotos.

16. dia | Bariloche

Podemos dormir até mais tarde, pois a cidade começa a funcionar só 10:00 horas, partimos em direção ao Cerro Otho, famoso por ter um restaurante giratorio onde fizemos algumas fotos. A cidade é muito turistica, tudo gira em torno do turismo o que deixa a cidade um pouco tumultuada, trânsito complicado e um tanto “suja” com muita poluição visual.
Isso muda quando você sai do centro, a cidade que era “feia” se torna linda bosques maravilhosos, um ar totalmente europeu. Fomos também ao conhecido Cerro Catedral, um pouco distante da cidade com estrada pavimentada. A neve estava apenas sobre o topo da montanha e tudo estava fechado, pois não abrem nada na segunda feira.

A noite fomos jantar e voltamos ao hotel, pois no outro dia temos que colocar o pé na estrada rumo a Pucon.

17. dia | Bariloche – Pucon

A chuva resolveu aparecer na nossa saida de Bariloche, pegamos a estrada para a cidade de Pucon no Chile. São apenas 350 quilomentros que separa as duas cidades, a viagem fica demorada por causa das aduanas que temos que passar, um tanto burocratico. É uma viagem muito linda passando pelo lado de varios lagos, temos tanta sorte que o sol resolveu aparecer deixando a viagem ainda mais bonita pois os arco-iris deram o ar de sua graça. Chegamos por volta de 15:00 horas na cidade embaixo de muita chuva, que de acordo com a previsão fica até o final de semana. Partimos para um plano B, onde amanha pela manhã seguimos viagem até Santiago, onde pretendemos curtir um roteiro mais cultural e gastronomico.
Enquanto tomavamos cafe, encontramos o casal de minas que haviamos cruzado em El Calafate, que tambem estao fazendo uma expedicao, so que de 90 dias pela america. Acabamos ficando no mesmo hotel que eles, muito legal por sinal e acabamos batendo um papo e tomando uma cerveja.

18. dia | Pucon – Estrada

Bom, levantamos ainda cedo, na expectativa de que a chuva desse uma tregua para pelo menos vermos o vulcao Villarrica, principal motivo da nossa passagem por Pucón. O barulho intenso da chuva ja selou que nosso dia seria viajando para fugir destes dias com tempo ruim, tendo em vista que mais para o norte, nao estava chovendo.

Tomamos um cafe e partimos para Santiago. Mas, uma conversa que tivemos no dia anterior remoeu todos neste trajeto. Ao inves de irmos para Santiago (cerca de 700km de Pucón), seguirmos para o Deserto do Atacama, local que seria fantastico podermos conhecer ainda nesta viagem. (apenas o Mauro ja esteve no Atacama)

Duas coisas dificultariam esta decisao. Uma seria a grana, estavamos com pouco dinheiro local, a segunda seria a distancia, San Pedro de Atacama estaria a aproximados 3.000km de onde estavamos. Depois de muito conversar, decidimos encarar mais um desafio, San Pedro de Atacama, aí vamos nos.

Aproveitando a vantagem de termos 3 motoristas, seguimos confiantes, passamos por Santiago na vespera de feriado (21 de maio é comemorada a batalha de iquique no Chile) e na hora do rush. Claro que pegamos um congestionamento.

Aproximadamente meia noite estavamos ja na metade do trajeto e sem fazer a primeira troca de motorista, ou seja, passariamos a noite inteira dirigindo….

19. dia | Estrada – San Pedro de Atacama

Apos alguns revezamentos e muitos quilometros rodadsos, pelo inicio da manha ja era possivel ver a mudanca da paisagem por onde passavamos. As cordilheiras iam dando espaco para o visual arido do deserto. Muita terra, e pouquissimas cidades faziam parte do nosso trajeto.

Um pouco antes de chegar na cidade de Antofagasta, podemos registrar um memorial no meio do deserto, que se chama ” Manos del Desierto “.

Por volta das 11:30, chegamos a cidade de Antofagasta, penultima cidade antes da famosa San Pedro de Atacama. Demos uma passeada pela orla para ver o Oceano Pacifico e em seguida voltamos para a estrada. Chegamos a San Pedro de Atacama por volta das 16:30 e, ainda antes de chegar a cidade, vimos uma placa indicando o Vale de la luna, onde varias vans de turismo estavam seguindo para lá. Sem perder tempo, fomos atras, aproveitando para poder ainda antes do anoitecer, fazer umas imagens do local.

Apos a sessao de fotos, ficamos hospedados no mesmo hotel em que o Mauro ficou no ano anterior, acabados e loucos para dormir, mesmo assim, ainda foi possive registar o ceu incrivelmente estrelado do Atacama.

20. dia | San Pedro de Atacama

Acordamos sem despertador, um alivio pois dirigimos 3.000km sem parar. Mesmo assim, acabamos acordando por volta das 09:00, horario local. Resolvemos dar uma passeada sem compromisso para registar algumas imagens da cidade.

Existem varias atividades em San Pedro de Atacama, mas geralmente todas sao feitas com agencias de turismo, ou seja, tem que pagar um pacote para cada passeio que quiser fazer. Como estavamos economizando um pouco e tambem pelo fato de estarmos de carro, resolvemos pegar um mapa e fazer um “of road” para encontrar alguns lugares.

Fomos advertidos por algumas vezes que nao seria facil, pois nao ha nenhuma sinalizacao, o que se torna facil para se perder e, também que a estrada estaria muito rium. Pegamos algumas dicas, e junto com o Mauro, procuramos ir em alguns lugares que ele nao conhecia ainda, para podermos assim que todos tirem o maximo de proveito do deserto do atacama.

Escolhemos primeiro a Laguna Ceja, um complexo de lagoas que fica no meio de um salar. Estas lagoas sao conhecidas por serem proprias para banho e, o fato de ter muito sal, faz com que as pessoas nao afundem boiando com muita facilidade. Alem disso é possivel ver flamingos pelas lagoas também.

Conseguimos chegar a lagoa apos vencer uma estrada muito ruim e cheia de caminhos que poderiam nos confundir, mas com sorte e gracas a algumas dicas, chegamos a beira das lagoas cejas e aproveitamos para fotografar e tomar um belo banho salgado.

Como eram ainda umas 3 da tarde, resolvemos encarar outra aventura, agora um pouco mais afastado. Fomos para as lagoas altiplanicas. Distante uns 100km de San Pedro de Atacama.

Fomos surpreendidos por muitas subidas e por uma estrada de ripio em pessimas condicoes. Na altitude o carro perde potencia e, em algumas situacoes, nem em primeira o carro subia, tinha que descer e embalar para subir. Chegamos no fim do dia nas lagoas, com altitude aproximada de 4.200 metros. Como estava calor em San Pedro, nao estavamos preparados para os 4 graus de temperatura que la estava. O jeito foi fotografar rapido e se mandar de volta para a cidade.

Chegando no hotel ja a noite, decidimos fazer o passeio aos Geisers del Tatio. Como eram 200km de estrada de ripio, optamos por ai sim, fazer um pacote com uma empresa especializada com guia, o qua iria partir as 04 da manha, ou seja, hora de dormir.

21. dia | San Pedro de Atacama

Levantamos 03:30 da manha com aquela vontade… Preparamos os equipamentos e embarcamos na van que ia nos levar aos Geisers del Tatio. Este, é o maior e mais alto campo geotérmico do planeta, com aproximadamente 70 geisers ativos, 5km quadrados e a uma altura de 4.300 metros. O campo fica na cratera de um vulcao, chamado de Tatio.

Apos uma longa viagem e muitas subidas, chegamos as 06:30 da manha. O guia logo nos informou a temperatura local, 13.5 graus negativos… Em seguida, nos dirigimos para o centro do campo, onde comecamos a explorar e fotografar todos os geisers.

Apos as fotos, tomamos um cafe da manha regado a alfajores, paes com frios e chocolate quente aquecido pelas aguas dos geisers. Em seguida, fomos para uma piscina natural, formada pela agua que sai dos geisers, ou seja, com temperatura entre 35 a 25 graus, uma maravilha para quem estava tremendo de frio. O problema seria sair depois, se secar e trocar de roupa nas temperaturas negativas. Como estavamos la, nao corremos da emocão.

Embarcamos na van e, antes de retornar a San Pedro de Atacama, vimos um pouco da fauna e flora local e paramos em um povoado, uma vila chamada Machuca, onde vivem em torno de 50 pessoas.

Chegamos na cidade exaustos por causa da altitude e acabamos descansando. Cada um ficou livre para dormir ou circular pela cidade. O que importa é que San Pedro de Atacama fica na nossa memória e amanha comecamos nosso regresso ao Brasil, onde primeiro passaremos por Salta na Argentina.

22. dia | San Pedro de Atacama – Salta

Saimos de San Pedro de Atacama perto das 8 horas da manhã. Fizemos a Aduana no Chile que estava cheia de caminhoneiros devido ao horário de partida deles. Sem problemas e com o caminho de volta na cabeça, começamos a subir a Cordilheira dos andes. Que “subida”, em questão de poucos kilometros já estavamos a mais de 4000 metros sobre o nivel do mar. O ar começa a faltar e até o carro começou a falhar pela falta de oxigênio, INCRIVEL. Fizemos a aduana de entrada na Argentina em Paso Jama, onde os policiais se mostraram ser menos amigaveis. Mas sem nenhum problema maior. O deserto predominou até a pequena cidade no meio de um vale chamada Pumamarca, antes disso passamos por Salinas Grandes que nos deixou com um gosto na boca pra ir no Salar de Uyuni, infelizmente a falta de documentos e tempo iria impossibilitar nossa entrada na Bolivia. Após Salinas Grandes começa uma grande descida chamada “Cuesta del Lipán” lá dá para observar as montanhas das sets cores, um lugar incrivel e que não pode deixar de ser visitado ou melhor deixar de ser caminho de quem fazer essa viagem de carro. Passamos por Pumamarca e S. S. de Jujuy e chegamos já a noite em Salta, decidimos dar uma volta para conhecer as belezas da cidade que é muito rica na arquitetura com grandes contruções. Jantamos e fomos para o Hotel pois no outro dia, teriamos mais 800 kilometros pela frente.

23. dia | Salta – Corrientes

Era perto das 10 horas da manhã que seguimos viagem a cidade de Corrientes, antes disso ainda demos uma volta na cidade aproveitando a bela manhã de calor e sol para tomar um café em um dos inumeros bares que cercam toda a praça. A ruta 16 é bem complicada em alguns pontos o asfalto estava em péssima condições, sem contar com os inumeros animais que cruzamos na pista. Foi uma viagem bem demorada, chegamos na cidade de Corrientes já era noite, e fomos direto para um hotel passar a noite.

24. dia | Corrientes – Foz do Iguaçu

Carregamos o carro e saimos de Corrientes por volta de 7:00 hrs da manhã, tinhamos +/- 600 kilometros até chegar em Foz do Iguaçu. Foi uma viagem bem tranquila até chegar em Posadas que fica na Provincia de Missiones. Cidade essa onde tivemos nossa primeira experiência com a corrupta policia Argentina. Os guardas nos pararam afirmando que estavamos acima da velocidade em um determinado ponto da pista o legal de toda a historia é que eles não tinham nada para provar isso. Foram logo dizendo que tinhamos que passar um dia na cidade de Posadas para acertar o valor da multa, etc etc. Até que chega um policial e chama o Mauro e Raphael para uma pequena casa na beira da pista, ali já sabiamos que teriamos que pagar a propina. Dito e feito acabamos pagando 100 pesos argentinos de propina para os policiais. Perdemos uns 40 minutos com os policiais o que atrasou nosso plano de chegada em Foz do Iguacu. Por volta de 5:00 hrs da tarde chegamos em Puerto Iguazu, que faz divisa com o Brasil. A Aduana argentina foi a mais tranquila de todas e a do Brasil nem pararam nós. Não deixe de visitar o Duty Free logo após a saida de Argentina, uma grande loja com produtos e preços super bons. Feita nossas compras chegamos em Foz do Iguaçu onde nos hospedamos no Hotel Presidente Foz e matamos a saudade da comida brasileira.

25. dia | Foz do Iguaçu – Florianópolis

Se estamos em foz vamos ao Paraguay fazer algumas “compritchas”. Decidimos dar uma passada no periodo da manhã para ver se achavamos alguns “regalitos” para trazermos ao Brasil. “Regalitos” é o que não falta, muita variedade em lojas e principalmente na rua o que mais escutavamos era “Oito meias, por dez reais” ou “Perfume Ferrari Black, original só aqui comigo” tal perfume que se tiver uma boa conversa sai por 10 dolares. Original hem? Como somos fotografos, partimos nas duas lojas mais conhecidas do Paraguay que é a Digital Center Py e Audio Phone Srl. As duas lojas com preços bem legais em relação ao Brasil, fotografos valem a pena conferir. Não visitamos as cataratas do iguaçu pois devido a seca as cataratas estavam secas. Era 14:00 hrs quando demos tchau a foz do iguaçu e partimos para Florianopolis. Por volta de 3:00 da manhã chegamos em casa, onde o digital do carro estava marcando 15000 kilometros.



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